A Vela de Natal

Era uma vez um sapateiro pobre que vivia numa cabana, junto à encruzilhada de um caminho, perto de uma humilde aldeia.

Como gostava de ajudar os viajantes que passavam junto à sua casa durante a noite, o sapateiro deixava uma vela acesa todas as noites na janela da casa para lhes iluminar o caminho.

Certa altura, deu-se uma grande guerra que fez com que todos os jovens partissem, deixando a aldeia ainda mais pobre e triste.

Ao verem a persistência daquele pobre sapateiro, que continuava a viver a sua vida cheio de esperança e bondade, as pessoas da aldeia decidiram imitá-lo e, na noite de véspera de Natal, todos acenderam uma vela nas suas casas, iluminando assim toda a aldeia.

À meia-noite, os sinos da igreja começaram a tocar, anunciando a boa notícia: a guerra tinha acabado e os jovens regressavam às suas casas!

Todos gritaram: “É um milagre! É o milagre das velas!”.

A partir daquele dia, acender uma vela na véspera de Natal tornou-se tradição em quase todas as casas do mundo.

Imagem retirada da internet.

Atividade: Desenha uma vela na janela e envia para: ashistoriasdaana@gmail.com

Publicaremos os melhores desenhos.

Ouvir a História:

Spotify: https://spotifycreators-web.app.link/e/70mHCJp2FOb

Youtube: https://youtu.be/sfQnISV0VqE

João Pateta

 O João era filho de uma pobre viúva, bom rapaz, mas um pouco ingénuo. As pessoas da aldeia chamava-lhe por brincadeira João Pateta. Um dia, a mãe mandou-o à feira para vender duas galinhas:

— Presta atenção, filho! Não as vendas pela primeira oferta. Espera que te ofereçam mais.

— Entendi! - respondeu o João.

Na feira um homem perguntou: 

- Aceitas seis tostões por estas galinhas?

- Não! A minha mãe disse para eu esperar pela segunda oferta.

- Está bem, então ofereço dois tostões.

Quando o João voltou para casa, explicou com alegria que vendera as galinhas pela segunda oferta e que esta era mais baixa...

A mãe sabia que faziam pouco dele, mas não desistia de ensinar o filho:

- Vai à feira vender este carneiro, mas não te deixes enganar! Vende-o a quem te oferecer o preço mais alto.

- Está bem, agora entendi! Já sei o que tenho de fazer - disse o João entusiasmado.

Mais tarde, na feira:

- Quanto queres por este carneiro?

- A minha mãe disse que é para eu vender pelo preço mais alto!

- Que tal quatro mil tostões?

O João pensou um pouco e perguntou:

- É o preço mais alto?

Um jovem que conhecia o João e a sua fama de atrapalhado ouviu a conversa e, por brincadeira, subiu a uma escada e gritou:

- Eu ofereço dez tostões!

- Pensas que sou parvo? É menos do que este homem ofereceu!

- Sim, mas repara que estou em cima desta escada! Em toda a feira não há um preço mais alto!

- Ora bolas, é verdade... O carneiro é teu!

A partir desse dia, o João Pateta não voltou a ser encarregado de vender coisa alguma.

Vitória, vitória, acabou-se a história.

Imagem retirada da Internet


Atividade: Desenha o João Pateta e o carneiro e envia para: ashistoriasdaana@gmail.com

Publicaremos os melhores desenhos.

Ouvir a História:

Spotify: https://podcasters.spotify.com/pod/show/anabelaqbd/episodes/Joo-Pateta-e2qkrrs

Youtube: https://youtu.be/bV_Y9bdf_lo